quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Palmeiras tropeça diante de um Figueira corajoso e perde a liderança
Verdão não consegue sair do zero no Orlando Scarpelli e é superado pelo Grêmio, que bateu o Santos no Olímpico
Ampliar Foto Agencia Estado
Alex Mineiro Palmeiras Cleiton Xavier Figueirense
No duelo das equipes que começaram a rodada com o melhor ataque e a pior defesa do Brasileirão, festa para quem fez da melhor defesa o ataque. Jogando de forma corajosa, o Figueirense empurrou o Palmeiras para o campo de defesa e, se não conseguiu vencer, ao menos manteve o 0 a 0 no Orlando Scarpelli, pela 29ª rodada, e tirou o time de Vanderlei Luxemburgo da liderança da competição.
O resultado ampliou para três partidas a série invicta dos catarinenses, que seguem na 14ª colocação, com 33 pontos. Para o Verdão, pior do que o placar só a vitória do Grêmio sobre o Santos, por 2 a 0, no Olímpico, que empurrou a equipe para a segunda colocação, com 54 pontos, contra 56 dos gaúchos.
Na próxima rodada, o time de Vanderlei Luxemburgo tem pela frente o clássico contra o São Paulo, dia 19, às 16h, no Palestra Itália. Já o Figueira pega o Ipatinga, também em casa, às 18h20m do dia anterior.
Abusado, Figueira mostra força
Contrariando os prognósticos mais óbvios, o "retranqueiro" Mário Sérgio ousou e mandou o Figueira para o ataque diante do líder do Brasileirão. Logo no primeiro minuto, Asprilla mostrou que o time da casa ao menos tentaria ser ofensivo. O zagueiro arrancou na direção da área alviverde e foi derrubado por Sandro Silva. Cleiton Xavier cobrou a falta, ninguém desviou e a bola tirou tinta da trave esquerda de Marcos.
No minuto seguinte, no entanto, o Verdão mostrou que o time de Florianópolis não podia vacilar na defesa. Em falta cobrada rapidamente, Alex Mineiro recebeu de Diego Souza nas costas da zaga e rolou para Kléber fazer o gol. O auxiliar, equivocadamente, marcou impedimento do camisa 9 no início da jogada e salvou o Figueirense.
Diante do ritmo forte imprimido pelos catarinenses, Diego Souza resolveu chamar o jogo para si e tentar decidir em lances individuais. Aos 9, ele deixou Alex para trás, invadiu a área e chutou forte. A bola desviou na zaga e Wilson fez boa defesa. Na seqüência, Gustavo aproveitou cobrança de escanteio e, na pequena área, cabeceou por cima do gol. Oito minutos depois, mais uma vez o meia palmeirense apareceu bem. Ele recebeu bom passe de Alex Mineiro e emendou de bico em cima da zaga.
Aos 20 e aos 25, Diego Souza também se destacou. Primeiro, ele avançou pelo meio em velocidade e chutou forte para fora. Depois, cobrou falta na barreira e "armou" o contra-ataque do Figueira. Marquinho e Cleiton Xavier, que tiveram grande exibição, tabelaram e o primeiro serviu Magal, que, frente a frente com Marcos, encheu o pé e isolou.
E a dupla de meias da equipe de Mário Sérgio não parava de causar problemas para os zagueiros do Palmeiras. Aos 26, Marquinhos rolou com açúcar para Bruno Santos girar rápido e encher o pé. Marcos salvou na ponta dos dedos. Aos 30, Cleiton Xavier tocou para o mesmo Bruno Santos chamar Roque Júnior para o mano a mano, levar a melhor e depois perder mais um duelo com o goleiro pentacampeão do mundo.
No contra-ataque, Kléber descolou belo passa para Élder Granja nas costas da zaga do Figueira. O lateral dominou, olhou para Wilson, escolheu o canto e chutou nas alturas. Assim como Diogo, para o time de Floripa, logo em seguida. O meia recebeu um presente de Cleiton Xavier, pra variar, demorou para concluir e viu Marcos crescer na sua frente para evitar o gol
No último lance de perigo da primeira etapa, aos 39, Alex Mineiro mais uma vez mostrou sua faceta de armador. O atacante deixou Sandro Silva livre na área para olhar e cruzar para Élder Granja. Sozinho na pequena área, o lateral perdeu mais um gol feito.
Na saída para o vestiário, Mário Sérgio não escondeu a satisfação com a coragem de seus comandados.
- Jogamos de igual para igual com o líder do campeonato.
Verdão pressiona no fim, mas não sai do zero
Aprovada no intervalo, a tática foi mantida pelos donos da casa, que fizeram uma verdadeira blitz no primeiro minuto da segunda etapa. Em bate-rebate na área, Cleiton Xavier chutou duas vezes e a bola explodiu na zaga, para depois sobrar para Marquinho emendar e isolar. E assim seguiu o jogo nos 15 minutos seguintes: com o Figueirense pressionando, mas esbarrando na má qualidade das finalizações.
O ataque do Palmeiras só chamou atenção aos 16, quando Kléber aprontou das suas e deixou o braço em disputa aérea no rosto de Asprilla. Enquanto o palmeirense só levou o amarelo, o zagueiro foi a nocaute. Em chutes de longa distância, os paulistas se assanhavam no ataque e por muito pouco não abriram o placar aos 22. Evandro, que substituiu Alex Mineiro, cobrou escanteio na segunda trave e Kléber, sozinho, cabeceou firme para o chão. A bola bateu na trave, no goleiro Wilson e se perdeu pela linha de fundo.
Para não perder o costume, o Figueira deu o troco logo em seguida. Após chutão da zaga, a bola sobrou para Diogo invadir a área pela direita. O meia bateu cruzado e, com Marcos batido na jogada, Tadeu disputou com Gustavo e desperdiçou grande chance.
Nos vinte minutos finais, a partida caiu tanto em velocidade quanto em qualidade técnica. Apesar das alterações promovidas por Mário Sérgio e Vanderlei Luxemburgo, disputas no meio-campo chamaram mais a atenção do que jogadas ofensivas. A exceção foi Evandro, que aos 42 fez fila na área catarinense, driblou o goleiro Wilson e tocou fraquinho para Alex evitar o gol em cima da linha.
No abafa, o Palmeiras ainda assustou com Gustavo, após cobrança de escanteio, aos 44, mas a sorte esteve do lado catarinense, e o zero não saiu do placar.
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